sábado, 12 de novembro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Admirável Mundo Novo

    Caramba, quanto tempo sem postar! Esses dias me perguntaram se eu tinha blog e eu falei que sim, mas que só postava quando tinha coisas relevantes a dizer, hauhauihaiua... Aiaiai.. eu sou tipo aquele comunidade que tinha no orkut* auto-suficiente em piadas, eu as faço, conto pra mim mesma e rio sozinha delas. Mas enfim, vamos ao conteúdo relevante.
   Na semana passada eu terminei de ler o famoso livro do aldous huxley que dá nome ao título desta postagem, e tenho que dizer para os que não leram: "leiam! hoje se possivel." Fazia muito tempo que não lia algo tão impactante, tão assustador. Mas o que é mais genial dessas histórias distópicas, é que elas não estão falando do futuro, elas falam da gente, ou pelo menos fazem com que a gente questione nossa realidade presente. Fica a dica...depois me contem se gostaram.



    E essa aí é a música Soma do Strokes que faz referência a droga que eles tomavam no livro.

*Orkut é uma rede social que nasceu por volta de 2004 e caiu em desuso por ser considerada coisa de gente diferenciada. Seus membros diferenciados continuam lá, o pessoal mais tradicional migrou para o facebook.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pra que novela???

    Acabei de escutar a chamada para o novo programa da globo "O Astro" que está sendo anunciado como a novela das onze. Como se a gente já não tivesse problemas suficientes neste país! Me parece que o tal programa não vai redefinir o horário, é na verdade uma minissérie alongada e chamar de novela é certamente uma jogada de marketing, mas fiquei pensando sobre o fato de haver tantas novelas.
    Sim, sim, sim, sei que estão lá por um motivo, manutenção do status quo, segurar as pessoas em suas poltronas achando que os problemas familiares dos banqueiros, fazendeiros e empresários realmente importam para as suas vidas. Mas o que me impressiona é como elas são iguais! Saí novela, entra novela, as mesmas coisas acontecem é uma releitura eterna do melodrama clássico. E se a audiência tiver baixa? Traz um quem matou tal fulano? ou põe a Debora Secco de calcinha e sutiã e voilá: problem solved!
     Mas eu ultimamente não estou sofrendo muito desse mal... meu veneno são as séries americanas, o que não quer dizer que eu estou melhor... pelo contrário. Acho que as séries têm suas vantagens, são bem menores - um episódio só por semana, vinte e dois por ano, geralmente - os temas são um pouco mais variados, as histórias são mais interessantes, mas no fundo, no fundo (ou até já ali no raso mesmo), elas servem para a mesmíssima coisa! 
     Mas tem como escapar da cultura de massa? Desde de pequenos somos programados para absover o que nos é jogado pela tv, trabalhar e consumir. A publicidade martela na nossa cabeça: compre! compre! você vai ser mais feliz se tiver isso ou aquilo!
     E o que mais me irrita é que nada do que eu falei aqui é novidade! Assim como sabemos o final da novela já no primeiro capítulo, também sabemos disso, com certeza já ouvimos alguém falando sobre isso, já pensamos nisso. Mas a teia de aranha que nos capturou é muito forte e estamos grudados nela. Como fazemos pra escapar??? Como fazemos pra desligar a novela???

sábado, 2 de julho de 2011

Crise intelectual no Meia-noite em Paris.

     Ontem fui ao cinema para conferir o último trabalho do Woody Allen, sou grande fã deste diretor, porque seus filmes tratam fundamentalmente de pessoas. Gosto de histórias sobre pessoas. Enfim, o filme é uma graça... tem a mesma vibração que o 'Rosa Púrpura do Cairo'. Fala sobre um homem que fantasia uma outra época, no caso os anos 20 em Paris, e como seria melhor se ele vivesse naquele tempo. Acho que muita gente já pensou nisso em algum momento, como seria bom ter vivido em outra época. O passado tem um conforto que o futuro não tem. Nós o conhecemos. Contudo não é sobre o filme em si que eu quero falar (sim o filme é ótimo e está altamente recomendado), mas quero falar da minha crise intelectual durante o filme.
    Na história o personagem principal viaja aos tais anos 20 e conhece toda aquela geração de gênios como  Pablo Picasso, Man Ray, Salvador Dalí, Luis Buñuel, Cole Porter, etc. Esses artistas da pintura, cinema, fotografia e música eu sabia exatamente quem eram e conseguia sem problemas lembrar de suas obras. A minha crise foram os autores! Apesar de saber que T. S. Elliot, Ernest, Ernest Hemingway e Scott Fitzgerald são autores americanos e do mais alto escalão, eu não saberia identificar suas obras e estilo literário se houvesse uma arma na minha cabeça! Já as autoras Gertrude Stein e Djuna Barnes, além da mulher de Fitzgerald - Zelda - eu nem sabia que existiam. Fiquei horrorizada com a minha falta de conhecimento com relação a literatura desta época.
    Embora eu ache que essas crises intelectuais sempre vão acontecer - quanto mais se conhece, mais se tem pra conhecer - quanto mais filmes vejo, mais ouço falar sobre filmes que tenho que ver! Pretendo começar a seguir uma maratona de leituras destes autores mencionados, mas tenho certeza que depois haverá um outro período e outros autores que também tem que ser lidos!
    Lembro de um professor de literatura do Ensino Médio que dizia que o sonho dele era largar tudo e compra uma casa na Ilha do Mel e passar o resto da vida lendo, lendo, lendo, lendo... pra quê? perguntava ele e ele mesmo respondia: não sei... pra ler!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Orkut x Facebook

     O orkut surgiu na minha vida em meados de setembro ou outubro de 2004. E foi amor à primeira vista. Fiquei contagiada pela possibilidade de criar um perfil online da minha pessoa e publicá-lo para o mundo todo ver. Encontrei antigos amigos e amigos que havia recentemente deixado para trás em Cascavel. Cada palavra colocada em meu perfil era cuidadosamente ponderada para poder passar exatamente a impressão que eu queria. Fotos tiradas em momentos de alegria eram rotuladas como 'essa vai pro orkut'. E o morango em cima do sundae (não gosto de cerejas) eram as comunidades: "Salame é a fruta mais gostosa"; "Eu tenho preguiça e sou feliz"; "I'm glamourous, never drunk"; "Essa luz me favorece" e "Eu daria para Chico Buarque" são algumas das minhas preferidas. O orkut afetou a minha vida e dar uma, duas ou várias checadas na página todos os dias era uma necessidade. Perguntas inúteis como: "apagar ou não os scraps?" ou "liberar ou não a lista de visitantes ao meu perfil", passaram a ter um peso existencial na minha vida.

     Em 2009 quando passei um período nos EUA descobri o Facebook. Para mim simplesmente uma ferramenta de comunicação com os meus novos amigos não brasileiros. Achei o facebook confuso, sem graça (não tem comunidades, só as normais páginas) e a maioria dos meus amigos não estava lá. Minha frequência de acesso à pagina era de uma ou no máximo duas vezes por semana.

     Recentemente as pessoas começaram a abandonar o orkut e migrar para o facebook. Mas por quê??? O que fez os brasileiros trocarem a sua rede social preferida pela dominante no mundo??? Bom, vamos analisar. O primeiro erro do orkut foi a poluição visual. A liberação daqueles scraps tipo spam que poluem o scrapbook de todos os seus amigos tipo animaizinhos com sons insuportáveis. Depois vieram os banners, igualmente poluentes. Mas o erro fatal foi mesmo terem mudado o layout de sua página. Ah, Google, como vocês erraram! A página ficou confusa, o perfil, onde colocamos nossas preferências tornou-se de difícil acesso e as pessoas começaram a ficar irritadas.

     Então a novidade americana começa a se espalhar. E alguns começam a aderir ao Facebook e chamar os seus amigos. Mais e mais pessoas possuem então perfil nas duas redes e logo podemos começar a ler no orkut mensagens de: "estou apagando meu perfil para continuar no facebook".

     Pessoalmente acho o facebook mais sem graça do que o orkut original, essencialmente pela falta de comunidades engraçadas, sem falar nas que postam links pra baixar filme, seriados, etc. (baixei Lost a vida todo pegando o link no orkut), não gosto dos aplicativos do facebook, acho que poluem a página tanto quanto os banners no orkut, who cares about o que os meus amigos pensam de mim! Mas a página também tem seus méritos, a parte de convite para um evento é ótima, as pessoas podem confirmar a presença ali mesmo, o 'cutucar' é sensacional e pra mim o vencedor é o 'curtir', curto tudo!

     De qualquer forma, a maioria dos meus amigos migrou. E hoje acesso o Facebook várias vezes por dia e o orkut somente algumas poucas vezes por semana...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Numa maré boa...

     Por alguma razão a vida parece acontecer em ciclos.. ou talvez isso seja somente nossa percepção... De qualquer forma ultimamente ando numa maré de coisas boas acontecendo... acho importante reconhecer quandos as coisas boas acontecem, porque quando é o contrário nós não pensamos duas vezes em reclamar.
     Por isso essa sou eu, oficialmente reconhecendo!
    

domingo, 19 de junho de 2011

Classe Média Sofre

    Há alguns meses atrás eu descobri - o agora célebre - tumblr chamado 'classe média sofre'. Esse site se dedica a publicar comentários (leia-se bizarrices) que as pessoas falam nas redes sociais. É simple, os autores simplesmente dão um print screen na tela e colam no site, tendo o cuidado de antes borrar os nomes e as fotos dos autores.
    Todos os dias eu entro no site pra dar uma olhadinha, uma vez que sua atualização aparece aqui na lista de blogs que mais leio. Mas o que tem acontecido ultimamente é que, quando eu leio somente as últimas atualizações me parto de dar risada, mas se permanecer na página por mais de 10 minutos os comentários progressivamente param de soar engraçados e começam a soar tristes. 
    Me entristece que existam pessoas no mundo que acham que são melhores só porque nasceram em um bairro bonito, têm carro e estudaram em uma faculdade cara. Me entristece profundamente que as pessoas achem que o Brasil só tem defeitos e os EUA e a Europa são perfeitos e me entristece depressivamente que as pessoas se achem melhores por causa da cor de sua pele, de sua opção sexual e de quanto dinheiro têm - ou dizem ter - no banco.
    O que mais me corrói é quantidade de pessoas que pensam assim. Sinto informar-lhes que minha fé na humanidade está um pouco abalada.