sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Cisne Negro

    Oscar 2011 chegando.. e a cada ano que passa eu dou menos importância para o premiado em si e penso mais no sentido da lista de indicados representarem [geralmente bons] filmes a serem conferidos.

    Sendo assim inicio hoje uma série de comentários sobre os filmes indicados na catergoria de Melhor Filme, pelo menos os que derem tempo de serem vistos.

    Indicado de hoje: Cisne Negro



    O filme é realmente excelente. Mas não é um filme fácil de ser assistido. Detalhista com o cotidiano dos bailarinos, fica por vezes um pouco entediante, palavra que aliás muitos consideram pleonasmo quando colocada atrás de ballet. De toda forma Aronofsky consegue a proeza de nos manter interessados.
    O som do filme é maravilhoso, os pés dançando no assoalho, as vertebras de Portman rangindo tanto quantos as minhas quando ela acorda, asas batendo nos seus movimentos de braço e a constate evocação ao Lago dos Cisnes.
    E o que dizer de Natalie Portman? Sempre a adorei. Desde O Profissional, passando por Closer (meu favorito de seus filmes) e sua capacidade de tirar sarro de si mesma (vide SNL), acho ela disciplinada. Faz tudo muito bem feito, parece sempre em total controle de suas cenas. Sem usar dubles para suas cenas de dança, ela é uma perfeccionista. O que nos leva a sua personagem Nina. Uma garota extremamente chata.
    Com seu quarto cor-de-rosa e suas roupas tons pastéis. Ela é perfeccionista como sua criadora,  contudo não consegue controlar nada ao seu redor. Uma menininha que não conseguiu crescer, e ainda mora em um apartamentozinho com a mãe apesar de dançar em uma das maiores companhias dos EUA.
    Justamente por isso, Nina é perfeita em sua performance do Cisne Branco, mas quando chega a hora de encarar sua mavalda irmã gêmea, o Cisne Negro, Nina trava. Executa os movimentos com perfeição, mas sem nenhuma sensualidade.
And then the plot thickens.. Lily, a nova dançarina da Cia, interpretada por Mila Kunis (aquela de That's 70's Show) é tudo que Nina não é. Sensual, espontânea, livre, feliz. E aí meu amigo, começa a paranóia.
Cisne Negro é um filme sobre paranóia e obsessão. E para isso nada melhor do que escolher uma arte tão perfeccionista quanto o ballet. Nina precisa confrontar a si mesma. Precisa deixar de viver só metade do seu eu. O problema é que seu Cisne está muito bem escondido.

    Repleto de simbologias incríveis, os espelhos, os espinhos, as penas, o preto e o branco. Repito o que disse ao início, não é um filme fácil de ser assistido. Sendo um Aronosfsky, não poderia ser diferente.

2 comentários:

  1. Oh meu deus, dona Carol! q resenha genial do filme! me deu mt vontade de assisti-lo e até fui atrás do trailer pra ver. parece tenso msm!
    tens futuro no cinema, parabéns! ;)

    bjooo
    Maróza.

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  2. Carol,
    Help me, please.

    Afinal, o filme é bom ou não?
    Quero ver sangue nas críticas!!!

    A Queisse me convidou para ver esse. Estou meio assim, mas vou com certeza.
    O lance é: entro no cinema esperando 90 minutos enfadonhos de ballet, 90 minutos divertidos de lugar comum no conflito de duas pessoas distintas, 90 minutos de algo que se pretende a cult com fórmula batida OU 90 minutos de criatividade artística???

    Eu queria mesmo entrar no cinema com um dedo em uma das alternativas acima. Passível de mudança, mas com alguma coisa em vista.

    Diga aí!!!
    Beijos.
    PS: Vi que vc gostou, mas ficou meio reticente aquela história de filme difícil...

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