sábado, 2 de julho de 2011

Crise intelectual no Meia-noite em Paris.

     Ontem fui ao cinema para conferir o último trabalho do Woody Allen, sou grande fã deste diretor, porque seus filmes tratam fundamentalmente de pessoas. Gosto de histórias sobre pessoas. Enfim, o filme é uma graça... tem a mesma vibração que o 'Rosa Púrpura do Cairo'. Fala sobre um homem que fantasia uma outra época, no caso os anos 20 em Paris, e como seria melhor se ele vivesse naquele tempo. Acho que muita gente já pensou nisso em algum momento, como seria bom ter vivido em outra época. O passado tem um conforto que o futuro não tem. Nós o conhecemos. Contudo não é sobre o filme em si que eu quero falar (sim o filme é ótimo e está altamente recomendado), mas quero falar da minha crise intelectual durante o filme.
    Na história o personagem principal viaja aos tais anos 20 e conhece toda aquela geração de gênios como  Pablo Picasso, Man Ray, Salvador Dalí, Luis Buñuel, Cole Porter, etc. Esses artistas da pintura, cinema, fotografia e música eu sabia exatamente quem eram e conseguia sem problemas lembrar de suas obras. A minha crise foram os autores! Apesar de saber que T. S. Elliot, Ernest, Ernest Hemingway e Scott Fitzgerald são autores americanos e do mais alto escalão, eu não saberia identificar suas obras e estilo literário se houvesse uma arma na minha cabeça! Já as autoras Gertrude Stein e Djuna Barnes, além da mulher de Fitzgerald - Zelda - eu nem sabia que existiam. Fiquei horrorizada com a minha falta de conhecimento com relação a literatura desta época.
    Embora eu ache que essas crises intelectuais sempre vão acontecer - quanto mais se conhece, mais se tem pra conhecer - quanto mais filmes vejo, mais ouço falar sobre filmes que tenho que ver! Pretendo começar a seguir uma maratona de leituras destes autores mencionados, mas tenho certeza que depois haverá um outro período e outros autores que também tem que ser lidos!
    Lembro de um professor de literatura do Ensino Médio que dizia que o sonho dele era largar tudo e compra uma casa na Ilha do Mel e passar o resto da vida lendo, lendo, lendo, lendo... pra quê? perguntava ele e ele mesmo respondia: não sei... pra ler!

2 comentários:

  1. fiquei com pena desse teu professor.
    ir para uma ilha, ou seja, se isolar de tudo e todos, para ficar lendo eternamente sem razão alguma.

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  2. Carol, por favor mude a fonte pra uma cor mais escura! tá mto difícil de ler assim...

    ah, eu acho que não precisa haver um motivo pra ler. é pra ler, ué. aí está o prazer (apesar de eu andar mto preguiçosa nesse ponto...)

    Beijo!

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